terça-feira, 15 de março de 2011

Caixa Coelhos

Os coelhos caipiras, em arte francesa, colocados em caixa de mdf com vidro dá um aspecto gracioso e delicado no que pode ser um presente para a Páscoa, independente do chocolate.

Páscoa
O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Este termo também é encontrado na Grécia Antiga como Paska, porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.
O conhecimento da Historia dos povos nos revela que entre os povos europeus era realizada uma festa de passagem a milhares de anos atrás, principalmente na região do Mediterrâneo. Os gregos, por exemplo, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. O fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois significava o fim de uma estação de escacez para uma que propiciava a produção de alimentos.
Para os Judeus esta data tem um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos.
A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito.
Entre os cristãos, esta data celebra a ressurreição de Jesus Cristo e celebra a passagem de Cristo da morte para a vida.
A História do coelhinho da Páscoa e os ovos
A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data, pois representa a fertilidade. Como na antiguidade o índice de mortalidade era muito alto, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.
Tanto para o judeus quanto para os cristãos, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Os ovos de Páscoa, independente do material que seja confeccionado, também estão relacionados a fertilidade e a vida.
A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII

Música do Coelhinho da Páscoa
Coelhinho da Páscoa
(Letra e música de Olga Bhering Pohlmann)

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!

Coelhinho da Páscoa, que cor eles têm?
Azul, amarelo e vermelho também!
Azul, amarelo e vermelho também!

Coelhinho da Páscoa, com quem vais dançar?
Com esta menina que sabe cantar!
Com esta menina que sabe cantar!

Coelhinho maroto, porque vais fugir?
Em todas as casas eu tenho que ir!
Em todas as casas eu tenho que ir!

sábado, 5 de março de 2011

A história de Bach e a criação do sistema floral

Florais de Bach
Dr. Edward Bach nasceu em 24 de setembro de 1886, em Moseley, um vilarejo perto de Birmingham, Inglaterra. Alistou-se, com 17 anos, no Corpo de Cavalaria de Worcestershire, onde pode passar algum tempo em contato com a natureza e liberar seu amor pelos animais. Nesta época já não se conformava com os tratamentos paliativos que seus colegas trabalhadores recebiam e acreditava haver um meio de curar realmente, inclusive as doenças tidas como incuráveis. Entrou para Universidade de Birmingham quando contava 20 anos. Finalizou os estudos com o treinamento prático no "University College Hospital" em Londres, em 1912. Recebeu, além dos diplomas e títulos que lhe cabiam ao se formar, também os títulos de Bacteriologista e Patologista em 1913 e o diploma de Saúde Pública, em 1914.
Provavelmente por causa de sua saúde frágil, ainda neste ano, foi regeitado para servir na Guerra fora de seu país. Entretanto, ficou responsável por 400 leitos no "University College Hospital", com o trabalho no Departamento de Bacteriologia e também como Assistente Clínico do Hospital da Escola de Medicina (período de 1915 a 1919). Trabalhou incansavelmente mesmo não sentindo-se bem e, após avisos constantes de pré-estafa não respeitados, teve uma severa hemorragia em julho de 1917. Submetido a uma cirurgia de urgência, onde foi retirado um tumor maligno do baço, foi-lhe comunicado que talvez não tivesse mais que três meses de vida.
Após sentir uma melhora, reuniu suas forças e foi para o laboratório trabalhar. Dedicou-se à pesquisa dia e noite. Manteve sua mente ocupada, o que lhe fazia não pensar na doença. Trabalhar em função do objetivo da sua vida lhe trazia energia para prosseguir. Em pouco tempo estava totalmente recuperado, o que causou surpresa em muitos.
Tornou-se cada vez mais conhecido pelas suas descobertas no campo da bacteriologia. Trabalhou em tempo exclusivo para o "University College Hospital", e depois como bacteriologista do "London Homeopathic Hospital", permanecendo lá até 1922.
Nesta época conheceu a Doutrina de Hahnemann e seu livro básico: o "Organon da Arte de Curar". Deslumbrou-se com as concepções de Hahnemann, que curava mais guiado pelos sintomas mentais que pelos físicos; descobriu neste sitema muitas das idéias que estava desenvolvendo, como por exemplo tratar o paciente e não a doença. Assumiu que aquilo que definia como toxemia intestinal era identico ao conceito de psora de Hahnemann.
A partir daí, Bach passou a usar o método da diluição e potencialização da homeopatia para produzir suas vacinas e outros remédios, preparou as vacinas como nosódios homeopáticos que, de acordo com o efeito de fermentação do açúcar, dividiu em sete grupos principais: Proteus, Dysenterie, Morgan, Faecalis alcaligenes, Coli mutabile, Gaertner e número 7. Por sua causa, são chamadas de "nosódios de Bach". Obteve tratamento bem sucedido de centenas de pacientes.
Sob o impulso da homeopatia, Bach passou a buscar formas mais suaves e mais naturais de cura. Suas vacinas passaram a ser via oral (não mais injetáveis).
Em 1926, publicou, com C.E. Wheeler, o "Cronic Disease.A Working Hypothesis". Nesta época, os nosódios intestinais, já conhecidos como Nosódios de Bach, eram utilizados em toda Grã-Bretanha e também em vários outros países.
Em seus estudos Bach descobriu que certas plantas tinham efeitos semelhantes àqueles dos grupos de bactérias, pois possuíam vibrações quase identicas.
“Os remédios das Campinas e da Natureza, quando potencializados, possuem polaridade positiva; enquanto aqueles associados às doenças são do tipo inverso e, atualmente, parece que essa polaridade inversa é que é tão essencial aos resultados que estão sendo obtidos pelos nosódios bacterianos...”
Bach começou então a tentar substituir os nosódios por medicamentos preparados com plantas, e foi neste momento que optou pela utilização do sistema homeopático de diluição e potencialização usando duas flores que trouxe de Gales, em 1928. Estas eram Impatiens e Mimulus. Pouco depois também utilizou Clematis. Os resultados foram encorajadores. Foi ainda nesta época que começou a separar os indivíduos por grupos de semelhança de comportamento, como se sofressem do mesmo problema. Ele mesmo conta que isso aconteceu depois que foi a uma festa e ficou num canto observando as pessoas, quando aí teve um insight. Bach intuiu que deveria existir um medicamento que aliviasse os sofrimentos comuns a cada grupo de indivíduos.
Em 1930, resolveu deixar suas atividades em Londres, que lhe rendiam boas somas, o consultório da rua Harley e os laboratórios, para buscar na natureza este sistema de cura que idealizara desde pequeno, e do qual sentia estar próximo. Partiu para Gales aos 44 anos, deixando para trás fama, conforto e um lugar de destaque na sociedade médica londrina. Antes de partir queimou tudo que já tinha escrito e deixou o resto do trabalho a ser concluído pelos colegas e auxiliares que trabalhavam com ele.
Ao chegar ao seu destino, descobriu que levara por engano uma mala com calçados no lugar de uma outra com o material necessário para o preparo de medicamentos homeopáticos: almofariz, vidros etc. Isso acabou por impulsioná-lo mais rapidamente na direção da descoberta de um novo sistema de extrair as virtudes medicamentosas das plantas. A homeopatia não estava longe, mas não era exatamente o que procurava.
No entanto, foi encorajado pelo Dr. John Clark, diretor do Homeopathic World, um jornal médico homeopático, que colocou seu periódico à disposição para que Bach publicasse suas descobertas. Essa oportunidade foi totalmente aproveitada. No outono de 1935, descobriu Mustard, o último dos 38 florais. Faleceu dormindo, de parada cardíaca, em 27 de novembro de 1936 aos 50 anos de idade, em sua casa em Monte Vernon, Grã Bretanha, onde hoje funciona o Bach Centre que cultiva, colhe as flores e prepara as essências.
Seus colaboradores Nora Weeks e Victor Bullen, indicados por Bach como seus sucessores, deram continuidade ao seu trabalho até 1978. Eles, por sua vez, determinaram a administração e custódia de sua obra no Centro Bach, as quais são seguidas até hoje

Os florais de Bach
Os Sete Grupos
Bach criou 38 remédios florais e os dividiu em sete grupos de acordo com as características humanas:
1. Para o medo
2. Para a indecisão
3. Para a falta de interesse pelas circunstâncias atuais
4. Para a Solidão
5. Para o excesso de sensibilidade a influências e opiniões
6. Para o desalento ou desespero
7. Para a preocupação excessiva com o bem estar dos outros.

Para o medo
Rock Rose - terror e pânico, medo ao estremo, paralisante.
Mimulus - medo de coisas conhecidas e timidez.
Cherry Plum - medo de perder o controle, de fazer coisas terríveis. Chega a ser desesperador.
Aspen - medos de coisas desconhecidas, ansiedade inexplicada, apreensão.
Red Chestnut - preocupação excessiva e medo com o que pode acontecer com as outras pessoas.

Para a Indecisão
Cerato - falta de confiança em si mesmo, sempre pedindo confirmação dos outros para suas decisões.
Scleranthus - indecisão, tem dificuldade para se decidir entre duas coisas. Instável.
Gentian - desânimo, pessimismo, depressão por causa conhecida. (floral da fé).
Gorse - falta total de esperança, desistiu de lutar.
Hornbeam - preguiça pela manhã, sensação de "Segunda-feira de manhã". Para pessoas com cansaço e desinteresse por suas tarefas, apesar de as cumprirem perfeitamente.
Wild Oat - Incerteza sobre a carreira a seguir. Falta de propósito na vida.

Para falta de interesse pelas circunstâncias atuais
Clematis - para os sonhadores, sempre pensando no futuro, sem estarem presentes no momento. Não prestam atenção no que se passa ao redor.
Honeysuckle - vivem pensando no passado, saudosos e com recordações vivas.
Wild Rose - apatia, resignação, entregam-se sem lutar, conformados e acomodados.
Olive - falta de energia, esgotamento mental e físico.
White Chestnut - tortura mental devido a pensamentos indesejados e persistentes.
Mustard - melancolia, depressão e tristezas cíclicas, que vão e voltam sem motivo.
Chestnut Bud - pessoas que vivem cometendo sempre os mesmos erros, não conseguem aprender com eles. Falta de observação.

Para a solidão
Water Violet - reservados, sérios, auto-suficientes, não interferem nos assuntos dos outros.
Impatiens - impaciência, intolerância, irritabilidade.
Heather - não quer ficar sozinho, não sabe ouvir, egocêntrico e carente.

Para excesso de sensibilidade a influências e opiniões
Agrimony - para os que sofrem de tortura interior, fingindo alegria exterior.
Centaury - não sabem dizer não, são explorados e deixam se explorar pelos outros, "capachos".
Walnut - floral de proteção frente a mudanças e influências externas.
Holly - ódio, inveja, ciúmes, desconfiança, raiva.

Para o desalento ou desespero
Larch - sentimento de inferioridade, baixa auto-estima, falta de autoconfiança.
Pine - auto-reprovação, sentimento de culpa, culpa-se pelos erros dos outros, sempre pedindo desculpas.
Elm - sobrecarregado pelo excesso de responsabilidades e obrigações.
Sweet Chestnut - sentimento de desespero e angústia extrema.
Star of Bethlehem - tranqüiliza situações traumáticas e de choques, consola e protege.
Willow - ressentimento, mágoa, rancor, amargura, não consegue aceitar adversidades.
Oak - nunca desiste de lutar, não relaxa e não descansa, mesmo cansado, grande sentimento de dever.
Crab Apple - floral de limpeza, para aqueles que se sentem impuros, com mania excessiva de limpeza, preocupados com aparência e que condenam a si mesmos, perfeccionistas.

Para a preocupação excessiva com o bem-estar dos outros
Chicory - pessoas controladoras, cobram atenção dos outros, possessivos, ciumentos e com muito apego.
Vervain - tenso, muito eufórico, entusiasmado, quer convencer os outros a fazer sua vontade, fanático.
Vine - têm necessidade de dominar, tirano, ditador, inflexível e até mesmo cruel.
Beech - intolerante, crítico e autocrítico, julga os outros mas não aceita ser julgado, normalmente range os dentes.
Rock Water - rígidos, exigentes consigo mesmos, perfeccionistas, inflexíveis, desejo de serem tomados como exemplo.

Grupos de remédios
A procura do Dr Bach por um sistema completo de cura que fosse suave e inofensivo levou-o a descobrir três grupos de remédios:
os Doze Curadores
os Sete Auxiliares
e os Dezenove Complementares.

Os Doze Curadores: Este primeiro grupo de florais é composto por 12 remédios que trabalham nossa essência, nosso temperamento, enfim, quem somos.
São: Agrimony, Centaury, Cerato, Chicory, Clematis, Gentiam, impatiens, mimulus, Rock, Scleranthus, Vervain, Water Violet.

Os Sete Auxiliares: Este segundo grupo aborda condições crônicas, a maneira que aprendemos, durante a vida, a lidar com os desafios que encontramos. Muitas vezes, este aprendizado acaba por encobrir nosso verdadeiro Eu.
São: Gorse, Oak, Heather, Rock Water, Wild Oat, Olive, Vine.

Os Dezenove Complementares: Neste último grupo, Dr. Bach descobriu remédios que trabalham situações do dia-a-dia. Diferentes dos dois primeiros grupos, estes remédios lidam com eventos pontuais e, na maioria das vezes, traumáticos.
São: Cherry Plum, Elm, Pine, Larch, Willow, Aspen, Hornbeam, Sweet Chestnut, Beech, Crab Apple, Walnut, Chestnut Bud, Red chestnut, White chestnut, Holly, Honeysuckle, Wild Rose, Star of Bethlehem e Mustard.
Bibliografia:
Bach, Edward. Os Remédios Florais do Dr. Bach. Ed. Pensamento, 1999.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Perdão

Perdão
Sobre o perdão
Segundo o Dicionário Michaelis, a palavra perdão significa “conceder perdão, absorver, remitir (culpa, dívida, pena, etc), desculpar e poupar-se”. O ato de perdoar requer um mergulho na intimidade dos sentimentos e o desejo claro de aceitar o outro ou fatos ocorridos como fazendo parte de um aprendizado.
Perdoar não é tarefa fácil para nós seres humanos, mas é perfeitamente possível. Ao observarm0s que na definição do dicionário consta “poupar-se” verificamos que o mais beneficiado com o perdão é quem perdoa, pois que se poupa de sentimentos desagradáveis que podem gerar transtornos emocionais, mentais e psíquicos.
Várias pesquisas e estudos que vêm sendo realizadas nos últimos anos demonstram e comprovam o poder e os benefícios do perdão.
Em 1998, a Organização Mundial de Saúde (OMS), durante a 101 st session of the Executive Board, eighth meeting, propôs a emenda de sua Constituição (Resolution EB101.R2) , solicitando que a definição de Saúde deixasse de ser: estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença e enfermidades, para que fosse considerada como o estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, espiritual e social.
Para atingir esta meta proposta pela OMS de saúde torna-se necessário perdoar e também perdoar-se a si mesmo.
Quem perdoa se liberta da angústia e outros sentimentos destrutivos e permite que novas sensações e sentimentos penetrem no corpo, na mente e na alma, promovendo também um bem estar social, pois a leveza de espírito em um indivíduo auxilia na manutenção e equilíbrio da saúde física e mental e faz com que ele interaja melhor com a sociedade.
Sendo o ato de perdoar uma das tarefas mais difíceis para nós, seres humanos, devemos começar primeiramente a desculpar. Desculpar envolve não dar continuidade aos fatos e aos sentimentos, mas não proporciona o apagar das memórias a respeito. Com o perdão verdadeiro as memórias se vão a ponto de dizermos: “Eu nem me lembrava mais disto.” Essa não lembrança é o que nos mostra que verdadeiramente perdoamos, pois todos os sentimentos relacionados aos fatos ou pessoas já se apagaram.
Costumo dizer que perdoar se torna fácil quando paramos para pensar em quanto nós também temos motivos para necessitarmos do perdão de alguém. Como na oração de Francisco de Assis: “É perdoando que se é perdoado...”
De fato nós só seremos perdoados quando aprendermos a perdoar.
“Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mateus 7:2)
Digo também que o mais difícil não é perdoar e sim atingir a “não ofensibilidade”, que significa não se deixar afetar por atos ou palavras advindas de outros.
Um exemplo de “não ofensibilidade” é o ato de Jesus ao declarar do alto da cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lucas23:34). Neste momento ele pede perdão a Deus, o que significa pedir perdão ao cosmos, por todos já que ele mesmo não precisa perdoar, pois vêem a todos como criaturas simples e passíveis de erro que não sabem o que fazem; como as crianças que fazem travessuras por desconhecerem as implicações que trazem seus atos.
Jesus é o m aios exemplo daquele que atingiu a “não ofensibilidade”, essa sim, tarefa muito difícil na nossa etapa de evolução.
Técnica do perdão
Imagine a pessoa que você precisa perdoar na sua frente.
Olhe nos olhos dela.
Diga a ela: "Eu te perdôo por tudo o que você me fez. Eu te perdôo. Eu te perdôo por tudo o que você me fez." (repita quantas vezes achar necessário)
Imagine ela olhando nos seus olhos e te dizendo: "Eu também te perdôo por tudo o que você me fez. Eu também te perdôo por tudo o que você me fez. Eu também te perdôo por tudo o que você me fez." (repita quantas vezes achar necessário)
Fisicamente levante sua mão direita na altura do coração e também se imagine com a sua mão direita levantada abençoando a pessoa e diga: "Eu te abençôo com muita paz, amor, saúde, prosperidade e abundância física e material, muita paz, alegria, felicidade, muitas bênçãos e muita cura" (abençoe com tudo o que quiser). Se a pessoa já for falecida abençoe-a apenas com muita Luz.
Abaixe sua mão e imagine a pessoa com as duas mãos levantadas te abençoando e dizendo: "Eu também te abençôo com muita paz, amor, saúde, prosperidade e abundância física e material, muita paz, alegria, felicidade, muitas bênçãos e muita cura" (fale tudo o que você quiser ser abençoado ou que você sempre esperou ouvir dessa pessoa).
Imagine a pessoa abaixando as duas mãos e você abraçando a pessoa. Imagine uma luz rosa saindo do seu coração e envolvendo a pessoa da cabeça aos pés. Imagine também uma luz rosa saindo do coração da pessoa e te envolvendo da cabeça aos pés. Essa luz rosa se torna somente uma grande bola de luz rosa envolvendo vocês dois. Curta esse momento por alguns segundos. A cor rosa é a única cor no universo realmente capaz de transmutar, harmonizar, equilibrar, ajeitar e consertar tudo, pois ela representa o Amor Incondicional de Deus.
Despeça-se da pessoa e abra os olhos.




Letra da música

Autor: Aman Ryuseke Seto

I'm sorry! Please forgive me!
I thank you! And I love you!
I'm sorry! Please forgive me!
I thank you! And I love you!

These are the special words,
God sent to us all.
These are the magic words,
God gave to us all.
Ho'oponopono・ (4vezes)
I'm sorry! Please forgive me!
I thank you! And I love you!
I'm sorry! Gomen ne! Yurushite ne!
Please forgive me
I'm sorry!
Please forgive me・I love you! Aishiteru yo!
Makoo no kotoba kami-sama kara no fushigi na hibik
Ho'oponopono・ (3vezes)
hitori hitori e no okurimono

Ho'oponopono

Ho'oponopono
Em Havaiano, Hoo significa “causa”, e ponopono quer dizer “perfeição”, portanto Ho’oponopono significa “corrigir um erro” ou “tornar certo”.
Ho'oponopono é um sistema havaiano de cura onde, através desse sistema, podemos nos livrar das recordações que tocam repetidamente nossa mente, como os dialogos mentais incessantes e muitas vezes obcessivos a respeito de situações desagradáveis, e encontrar a Paz.
Sem a interminável repetição de pensamentos, sem crenças limitadoras, sem princípios condicionados, sem lembranças dolorosas, um espaço vazio se abre dentro de nós. O que é o necessário para que haja espaço para que tudo de bom penetre.
Ao nos libertarmos de recordações dolorosas, Ho’oponopono nos permite desvencilhar das causas de desequilíbrios e doenças nos possibilitando abrir nossas mentes a pensamentos de origem Divina.
Ho'oponopono nos ensina que devemos limpar todas as recordações, com quatro simples frases que abrangem tudo:
Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato.

O Ho’oponopono é um apelo a Divindade para cancelar as memórias que estão se repetindo como problemas.
Com o Ho’oponopono estamos assumindo a responsabilidade pelas memórias que compartilhamos com as outras pessoas.
Se somos totalmente responsáveis por nossas memórias cabe a nós domá-las e modificá-las e até mesmo eliminá-las. A medida que nos modificamos tudo a nossa volta também se modifica.
A kahuna* Morrnah Simeona, ensinava que; ”Estamos aqui somente para trazer Paz para nossa própria vida, e se trazemos a Paz para nossa vida tudo em nossa volta descobre seu próprio lugar, seu ritmo e Paz.”. Esta é a essência do processo Ho’oponopono.
* "Kahuna" em havaiano significa guardião do segredo.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mensagem de uma flor

Mensagem de uma Flor do Pacífico ao Terapeuta Floral do Brasil
(Escrita sobre inspiração por Cynthia Accioly Abu-Asseff, quando em sintonia com a Grape Hyacinth – Pacific Essences)

“Guerreiro da luz e do amor,
Fonte fresca de sabedoria e compaixão,
Não tenhas medo.
Abraça e ancora esta tua nova profissão.
São as flores a tua arma na luta.
Cresce e espalha tuas sementes
Para que seja o mundo a tua família.
Rompe a escuridão com as tuas cores.
Alegra-te por ter sido chamado a servir.
Usa a força da gentileza, da beleza, da alegria.
Reconhece quem tu és e de onde vens.
Aprecia e agradece a tarefa que és chamado a cumprir.
Liberta-te da dor e da vergonha que tentam te manter menor
E que te deixam vulnerável.
Veste a ti mesmo do “índigo” que à tua alma pertence,
Que te centra, te protege, abençoa.
Une-te aos teus iguais e confia.
Cria uma ordem que te sustente e te apóie,
Mas que te mantenhas livre.
Lembra-te sempre do propósito do teu serviço.
O infinito é o limite!”
Com amor,
Grape Hyacinth

(Grape Hyacinth - pequenas flores que vão do azul profundo ao índigo, lembrando a cota da malha dos cavaleiros da idade média, seus cachos alongados parecem pequeninos guerreiros em suas armaduras. Como essência floral promove equilíbrio, proteção e facilita o acesso aos recursos internos para lidar com desafios, ou crises)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Em defesa do meio ambiente

Declaração do Chefe Seatle 1854

Em 1854, o Presidente dos Estados Unidos, fez uma grande oferta aos índios por suas Terras. Ao lermos a declaração do Chefe Seatle vemos como eles já se preocupavam com o meio ambiente.

"O que ocorrer com o planeta recairá sobre os filhos da terra, há uma ligação em tudo.

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha pois se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água como é possível comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrada para meu povo.

Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra da floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo.A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra pois ela é a mãe do pele-vermelha. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As fllores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos das campinas, o calor do corpo do potro e o homem, todos pertencem à mesma família.

Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar onde poderemos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra. Mas não vai ser fácil. Pois esta terra é sagrada para nós. Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água mas o sangue de nosso antepassados. Se lhes vendermos a terra vocês sdevem lembrar-se de que ela é sagrada e devem ensinar suas criaqnças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos, fala dos acontecimentos e lembrañças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede, os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças e se lhes vendermos nossa terra vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também e, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras. Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranho que chega à noite e tira da terra tudo o que precisa. A terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence, segue em frente. Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa. Ele seqüestra a terra de seus filhos, e não se importa.

O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhos são esquecidos. Ele ameaça sua mãe, a terra, e seu irmão, do mesmo modo, como coisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes. Seu apetite devorará a terra e deixará atrás de si apenas um deserto. Não sei. Nossas maneiras são diferentes das suas. A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho. Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende.

Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco. Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ou o ruído das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo. A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos.

E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa. Sou um homem vermelho e não entendo.

O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo hálito. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo há dias esperando a morte, ele é insensível ao mau cheiro.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritos com toda a vida que ele sustenta.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento que é adoçado pelas flores da campina.

Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e não entendo de outra forma. Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os matou da janela de um trem que passava.

Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fuma pode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamos para ficarmos vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão do espírito. Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem. Todas as coisas estão ligadas.

Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pés é as cinzas de nossos avós. Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a terra é rica com as vidas de nossos parentes. Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontece à terra, acontece aos filhos da terra. Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.

Isto nós sabemos – a terra não pertence ao homem – o homem pertence à terra. Isto nós sabemos.

Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas.

Tudo o que acontece à terra – acontece aos filhos da terra. O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela. O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum.

Podemos ser irmãos, afinal de contas. Veremos. De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um dia descobrir – nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejam possuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo. Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para com o homem vermelho quanto para com o branco. A terra é preciosa para Ele, e danificar a terra é acumular desprezo por seu criador. Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.

Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade, queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algum propósito especial lhes deu domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando os búfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantos secretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vista das montanhas maduras manchadas por fios que falam.

Onde está o bosque?

Acabou.

Onde está a águia?

Acabou.

O fim dos vivos e o começo da sobrevivência.”


Uma Lenda dos Índios Sioux


Conta uma lenda dos índios Sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:

__ Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

__ Há uma coisa a fazer, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada. Tu Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia com apenas uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!

Os jovens abraçaram-se com ternura e logo partiram para cumprir a missão. No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as do saco e constatou que eram verdadeiramente os formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.

__ E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.

__ Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.

Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade de vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar. Então o velho disse:

__ Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.